Como recrutar novos talentos e criar uma equipe extraordinária

Tão importante quanto contar com um programa eficiente em gestão de recursos humanos é desenvolver a capacidade de encontrar novos talentos. Afinal, é da qualidade dos colaboradores e líderes (em todos os níveis) que depende o sucesso de qualquer organização. Já pensou que profissionais com competência acima da média, criatividade e foco nos negócios podem se transformar no maior diferencial competitivo de uma empresa? E isso pode acontecer desde que sejam dadas as condições necessárias para seu devido desenvolvimento, permitindo que atinjam a plenitude de suas habilidades. Nesse contexto, o papel das lideranças é fundamental, cabendo a elas o trabalho de identificar pessoas que reúnam condições para se destacar no ambiente organizacional.

Muitas vezes, a visão mais estreita de um gestor se torna responsável pela perda de talentos únicos que, sem encontrar oportunidades de crescimento, acabam desestimulados, vendo-se forçados a procurar outra colocação. Essa postura nociva explica a atitude de líderes altamente centralizadores, que limitam o acesso à informação, sentem dificuldade em delegar tarefas e preferem acumular atribuições, resultando em grandes prejuízos para as empresas.

Mas a dificuldade em reconhecer e reter talentos não está apenas nas pessoas, mas também na própria cultura organizacional. Quer entender melhor o processo de gestão das empresas e como isso interfere no ambiente corporativo? Então acompanhe o nosso post de hoje:

Infraestrutura: o chamariz para novos talentos

Embora muitas empresas não coloquem em prática essa filosofia, a verdade é que investir em capital humano é tão ou mais importante que estabelecer e cumprir metas de equilíbrio financeiro. Ao dar importância excessiva à política salarial, as organizações se esquecem de que as pessoas têm múltiplas necessidades, de forma que um bom salário (ainda que seja atrativo) é apenas uma delas.

Se o objetivo é encontrar talentos e fazer com que eles, de fato, queiram se tornar parte de um determinado projeto, é preciso oferecer um ambiente favorável, que ao menos procure proporcionar qualidade de vida dentro e fora do trabalho. Deve-se inserir nessas propostas benefícios atrativos como planos de desenvolvimento de carreira, avaliações de desempenho e programas de capacitação e treinamento, dentre outras opções propícias para atrair jovens talentos.

O primeiro passo para montar um time de sucesso é corresponder aos anseios básicos de qualquer funcionário e em qualquer segmento. E isso inclui: segurança para trabalhar, condições físicas e materiais adequadas ao desempenho de suas funções, além de um ambiente relacional saudável e construtivo, a fim de que os laços entre os colaboradores possam se desenvolver e fortalecer com o passar do tempo.

Depois de satisfeitas as condições primordiais, faz-se necessário um mergulho na cultura organizacional para investigar qual é a melhor abordagem a ser adotada em cada caso. De qualquer modo, o ideal é que os profissionais mais talentosos se sintam desafiados, tendo constantemente um senso de propósito associado a seus deveres.

Retenção: o desenvolvimento da carreira

Uma boa estratégia consiste em oferecer projetos com início, meio e fim, desde que a execução de cada missão proporcione a chance de aprender e aprimorar novas habilidades. Para um talento em fase de desenvolvimento, nada pior do que se deparar com o mesmo status quo dia após dia, sem novidades. Esse marasmo favorece a acomodação e a falta de motivação.

A empresa também tem a obrigação não só de manter como de aprofundar a solidez de sua marca perante o mercado, pois esse é um fator de atração para talentos em diversas áreas. Um trabalho conjunto entre o departamento de marketing e o de gestão de recursos humanos pode, portanto, ser bastante produtivo.

Outro ponto importante na retenção de talentos é a associação entre projeto de carreira e projeto de vida. Na verdade, quando a organização ignora as conexões entre essas duas partes, dificilmente consegue manter os profissionais mais talentosos em longo prazo. É preciso contribuir para que as competências possam de desenvolver em comunhão com as escolhas pessoais. Assim, se o trabalho estiver totalmente descolado da vida pessoal ou mesmo a dificultando, será apenas questão de tempo até que haja um conflito de interesses, podendo resultar em queda de produtividade, insatisfação e rupturas.

Finalmente, o reconhecimento e a retenção de talentos depende da adoção de parâmetros de desempenho eficazes, que realmente possam dar um feedback apropriado aos profissionais, possibilitando correções de rumo, reflexões sobre o que precisa ser aprimorado e alternativas a serem implementadas na carreira.

Liderança: a chave para o presente e o futuro

Um líder é alguém capaz de traduzir uma visão empresarial em algo que todos possam enxergar. Mas não é só. Além de clarear o caminho e ampliar o horizonte da equipe, deixando claro quais são as metas realmente importantes, é preciso que a liderança indique os atalhos e elimine os obstáculos que outros não conseguem antever.

E de que forma as empresas podem, então, identificar o potencial de liderança em meio aos diversos talentos que constituem seu corpo de trabalho? A resposta para essa pergunta você encontrará se começar a observar com mais critério seu ambiente corporativo. Afinal, ainda que seja difícil e leve tempo preparar um gestor para um cargo de confiança, antes de mais nada é necessário identificá-lo.

Um bom começo, nesse sentido, é se manter atento a sinais como a agilidade no aprendizado, a iniciativa para resolver problemas e a atitude proativa de quem se coloca à frente em vez de se esconder ou esperar que outros assumam a responsabilidade. Ter disposição para tomar decisões, capacidade de adaptação e domínio das competências deixa claro o interesse e a capacidade de futuramente se tornar um gestor.

Os programas de treinamento e capacitação também são excelentes oportunidades para testar potenciais líderes. Quando submetidos a situações de pressão e incitados a encontrar respostas criativas, muitos jovens talentos revelam suas verdadeiras qualidades. Nessa hora, o papel dos mentores é fundamental, pois o aconselhamento e a experiência de quem já superou problemas semelhantes podem fazer um profissional iniciante avançar bem mais rapidamente.

Organizações que reconhecem e estimulam verdadeiramente o desenvolvimento de seus talentos (e futuros líderes) costumam viver períodos de intensa realização e prosperidade. Essas são vantagens competitivas que não estão ao alcance das organizações comuns, imersas em estruturas centralizadoras e conservadoras, incapazes de mudar para se adaptar. Por fim, uma organização deve querer que surjam líderes, ou seja: se estiver tomada por gestores mais preocupados em preservar e perpetuar suas posições, será quase impossível reter novos talentos.

Agora que tal aproveitar o momento para aprender a ser um verdadeiro gestor de talentos e realmente motivar sua equipe? Confira este nosso outro post!

 

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