Liderança: como adotar atitudes que inspirem seus colaboradores?

Se pararmos para observar os principais líderes da história da humanidade, veremos que existem personalidades muito variadas. Então como saber quais atitudes fazem de uma pessoa um influenciador em pequena, média e grande escala?

Já se acreditou em características inatas de um líder, assim como é investigada a influência do ambiente e da educação de um indivíduo no seu desempenho em um papel de liderança.

Embora não se tenha chegado a nenhuma conclusão definitiva, hoje predomina uma noção sobre a liderança que envolve empatia, autoconfiança, habilidades sociais e nível de conhecimento em determinada tarefa.

Diante disso, é possível destacar atitudes unânimes que um líder precisa ter para inspirar os colaboradores. Veja, a seguir, quais são elas:

Ter autoconhecimento é a chave para ir além

As atividades cotidianas podem nos afastar de quem somos verdadeiramente, afinal, a todo instante desempenhamos papéis sociais que nos ajudam a construir uma identidade. Porém, se esses papéis não forem observados atentamente, eles podem se cristalizar e gerar uma falsa imagem do verdadeiro self. Isso se reflete em uma incongruência entre o que se pensa, o que se sente e como se age.

Quem convive conosco enxerga com maior facilidade essa falta de conformidade, o que, muitas vezes, influencia negativamente em aspectos como reputação, respeito e confiança, pois o exemplo sempre é mais forte do que o que se diz.

A partir disso, a única forma de chegar a um maior nível de harmonia é por meio do autoconhecimento. No trabalho, assim como em todos os outros aspectos da vida, só se chega até onde se enxerga. Logo, quanto mais profunda for a noção de si mesmo, de limitações e de qualidades, mais longe se chega e maior é a confiança que será passada para as outras pessoas.

No caso de um líder, o aspecto confiança é um grande trunfo.

Demonstrar interesse no que o colaborador espera

No ambiente corporativo, as dinâmicas interpessoais funcionam de forma mais intensa, à medida que a convivência, a responsabilidade e a frequência das atividades aumentam o grau de intimidade entre as pessoas, sendo cada minuto potencializado.

Dentro dessa convivência, a reciprocidade é uma das “leis” que guiam as relações. Portanto, se um líder deseja ser ouvido e levado a sério, é preciso que a sua postura com os demais seja a mesma. Caso ele se utilize apenas da hierarquia para exercer a sua influência, o resultado não será espontâneo, mas, sim, moldado — o que trará mudanças passageiras e superficiais e fará com que ele seja mal visto.

Não economizar informações e multiplicar facilitadores

Uma das principais habilidades a ser desenvolvida quando se ocupa uma liderança é, sem dúvida, a comunicação.

Por mais capacitada que a pessoa seja, por maior que seja o seu nível cultural, intelectual e o seu desenvolvimento pessoal, nada disso pode ser transmitido em toda a sua plenitude se não for da maneira mais adequada.

A forma pela qual uma informação é expressa, assim como a síntese desse conteúdo, a objetividade, a assertividade, a frequência, os instrumentos de comunicação e a veracidade da informação são alguns dos aspectos que envolvem essa importante etapa no processo de gestão de pessoas.

Quando um líder é o principal foco de informação, mas não o único ― pois possui uma equipe bem informada e engajada ―, todo o trabalho ocorre de forma mais fluida, sem grandes problemas. Uma comunicação eficiente previne erros e multiplica acertos, no sentido de se espalhar entre membros do grupo e torná-los novos canais de informação relevante.

Oferecer um tratamento individualizado, nunca genérico

Ninguém gosta de ser tratado de forma generalizada, como se as suas particularidades nunca fossem levadas em consideração. Ao desenvolver uma boa capacidade de observação, o líder saberá como é o desempenho de cada integrante de sua equipe em determinada tarefa.

A partir disso, o tratamento dado aos colaboradores, assim como o feedback e possíveis alertas, devem ser compatíveis com o que eles estão fazendo.

À medida que cada um deles se sente compreendido em sua singularidade, suas ações passam a fazer sentido. Logo, errar e acertar fará diferença no seu dia a dia não somente pelo fato de querer fazer um bom trabalho mas também porque saberá que existe um olhar comprometido e preocupado com o seu desempenho, individual e coletivamente.

Passar segurança em relação ao futuro

A insegurança no mundo contemporâneo é constante em todos os aspectos da vida. No mundo corporativo, devido às oscilações que o mercado sofre constantemente e à competitividade, a incerteza quanto ao futuro tira o sono de muita gente.

O que mais as pessoas precisam nessas horas é de alguém que possa oferecer uma visão de futuro diferenciada. Esse aspecto pode ser capaz de mudar toda uma perspectiva em relação ao trabalho, gerando mais empenho e espírito de grupo. Isso ocorre por conta da motivação, que, diante de uma maior segurança em relação ao futuro, aumenta e transforma a incerteza em vontade de aprender e melhorar cada vez mais.

Reconhecer o erro é o que torna o líder mais humano

Finalmente, encerraremos com um assunto que deve deixar de ser tabu, de uma vez por todas: o erro.

Nas condições ideais, imaginamos nossas tarefas sendo feitas perfeitamente. A melhor fala em uma reunião, a melhor apresentação, todas as soluções para conflitos, humor sempre bom etc. Todavia, na prática elas nem sempre acontecem dessa forma.

Todos temos dias melhores e outros nem tão bons. Assim, exatamente dessa forma irregular, é a vida. A experiência não faz com que se erre menos, ela apenas traz maior capacidade de lidar com o erro e revertê-lo quando possível. E quando não for, é preciso ter maturidade para aceitar, assumir e ir ao próximo desafio. Tal atitude demonstra o aspecto humano de um líder.

Agindo dessa forma, a reputação de um gestor não diminui, ela apenas oferece uma visão realista dentro do ambiente de trabalho, atuando como um tranquilizador entre os demais colaboradores. Assim, eles sentirão que há espaço para serem humanos com suas fragilidades, mas nem por isso incapazes.

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